terça-feira, 4 de agosto de 2015

Sinto ‘agulhadas’ no joelho ao correr. O que pode ser?

  Também conhecida como síndrome da dor patelo-femoral ou joelho do corredor, a condropatia patelar consiste em uma espécie de “amolecimento” (desgaste) da cartilagem, impossibilitando que a pessoa execute normalmente o ato de esticar a perna, dobrar o joelho ou descer escadas e rampas.
   Não existe uma causa exata, mas a sua etiologia pode estar relacionada com fatores anatômicos, histológicos e fisiológicos, sendo o mais comum o traumatismo crônico, como pancadas e fricções entre a patela e o sulco patelar do fêmur.
  O desgaste da cartilagem, chamado de condropatia, afeta principalmente as mulheres jovens, muitas vezes por conta da anatomia dos joelhos. Quando estes são voltados para dentro, ocorre o deslocamento da patela, que entra em contato com a lateral externa do fêmur e acaba sofrendo uma deformidade da cartilagem em seu interior.

   Os principais sinais da patologia são:
– Inchaço e dor constante no meio do joelho;
– Dor ao realizar corrida, ao descer ou subir escadas, ao ficar muito tempo sentado ou realizar agachamentos e demais situações que envolvam a flexão das pernas;
- Rangidos ou estalos na região anterior do joelho.

“O diagnóstico precoce é imprescindível para o tratamento. A doença tem 4 graus, podendo até causar um grande desgaste da cartilagem, levando o paciente à intervenção cirúrgica”, explica o ortopedista Weldson Muniz, do Hospital Santa Luzia.
   Muniz esclarece ainda que a cirurgia pode consistir em um realinhamento patelar, conhecido por artroscopia (procedimento minimamente invasivo para tratamento dos danos do interior de uma articulação), artroplastia (colocação de uma prótese que substitui a articulação), entre outras possibilidades.
   Em casos menos graves, o tratamento indicado é baseado em fisioterapia, anti-inflamatório e viscosuplementação (injeção de substâncias no joelho para melhorar a nutrição da cartilagem).
   De toda maneira, pela pouca vascularização do tecido cartilaginoso, não há uma reciclagem celular satisfatória e os processos cicatriciais não conseguem recuperar o tecido lesionado. Assim, o tratamento visa a estabilizar a lesão e não curá-la por completo. O objetivo é minimizar os sintomas da doença até que esta não incomode ou limite o paciente.
   “Evitar o uso de sapatos de salto alto e atividades físicas em locais íngremes são atitudes que também ajudam”, relata Muniz.

   Tratamento com Fisioterapia
   A fisioterapia pode auxiliar, especialmente no fortalecimento de alguns músculos e de exercícios que enfatizam o alongamento. Músculos fortes permitem que o joelho tenha boa estabilidade, além de tornar mais fáceis as atividades que exijam muito do joelho. O treinamento de força também fortalece a cartilagem, deixando-a mais resistente aos possíveis desgastes.

   Recomendações
– Durante o tratamento é muito importante não sobrecarregar o joelho, fazendo-o descansar para evitar os inchaços e prevenir o retorno do problema;
– Para corridas, usar tênis com um bom amortecimento;
– Evite saltos. Seu uso poderá agravar uma condição inicial;
– Com relação ao retorno aos esportes, são recomendados treinos iniciais com intensidade leve.
   Lembramos também que a movimentação feita de maneira correta não é referente apenas ao joelho. Seja em atividades domésticas do  dia a dia, no trabalho, no lazer ou no esporte, o corpo todo deve se movimentar de forma coesa.


quarta-feira, 15 de julho de 2015

Enxaqueca: Saiba identificá-la e como prevenir crises

 Enxaqueca é uma doença neurovascular que se caracteriza por crises repetidas de dor de cabeça que podem ocorrer com uma frequência bastante variável: alguns pacientes apresentam poucas crises durante toda a vida, enquanto outros relatam diversos episódios a cada mês. Uma crise típica de enxaqueca é reconhecida pela dor que envolve metade da cabeça, piora com qualquer atividade física e está geralmente associada à náusea, vômitos e desconforto com a exposição à luz e sons altos, podendo durar até 72 horas. Um conjunto de sintomas neurológicos, chamados de aura, costuma acompanhar o quadro de dor.
   Aura se apresenta geralmente um pouco antes da dor de cabeça, sendo a do tipo visual a mais comum. Pode se apresentar como flashes de luz, como falhas no campo visual ou imagens brilhantes em ziguezague. Outros sintomas neurológicos são mais raros.
   A enxaqueca é uma doença muito mais comum do que se imagina. Estudos mostram que o mal chega a afetar cerca de 20% das mulheres e 5 a 10% da população masculina. Trata-se de uma doença crônica de alto custo pessoal, social e econômico. Entretanto, é subestimada como uma dor de cabeça simples, afastando a possibilidade de tratamento com medicamentos específicos.
   Nem sempre o paciente apresenta todos os sintomas típicos de enxaqueca, mas um médico é capaz de detectar a doença pelo quadro clínico. A avaliação médica é fundamental para excluir outras causas de dor de cabeça, antes de iniciar o devido tratamento.

   Fatores desencadeantes são estímulos capazes de determinar o surgimento de uma crise de enxaqueca nos indivíduos predispostos. Para cada paciente os estímulos variam, mas os mais comuns são:

- estresse;
- sono prolongado;
- jejum;
- traumas cranianos;
- ingestão de certos alimentos como chocolate, laranja, comidas gordurosas e lácteas;
- privação da cafeína, nos indivíduos que consomem grandes quantidades de café durante a semana e não repetem a ingestão durante o fim de semana;
- uso de medicamentos vasodilatadores;
- exposição a ruídos altos, odores fortes ou temperaturas elevadas;
- mudanças súbitas da pressão atmosférica, como as experimentadas nos voos de grandes altitudes;
- alterações climáticas;
- exercícios intensos;
- queda dos níveis hormonais que ocorre antes da menstruação.
   A identificação de possíveis fatores desencadeantes das crises é fundamental para obter um efetivo controle da doença. Algumas dicas preventivas para o aparecimento de novas crises são:

- distribuir adequadamente a carga de trabalho, evitando acúmulo no escritório e o estresse de levar trabalho para casa;
- evitar estender o sono além do horário usual de acordar;
- evitar fadiga excessiva;
-  alimentar-se em horários regulares e não “pular” refeições;
- eliminar os alimentos identificados como desencadeantes das crises;
- reduzir a ingestão de café e chá;
- evitar o uso de analgésicos sem supervisão médica;
- evitar exposição a luzes, ruídos e cheiros fortes;
- não praticar exercícios físicos em dias muito quentes.

   As crises podem ser classificadas em três níveis, de acordo com a capacidade da doença em comprometer a realização de atividades do cotidiano: as leves não interferem, as moderadas interferem e as graves incapacitam o paciente a realizá-las.

   As crises leves muitas vezes se resolvem com medidas simples como sono ou repouso. Já as crises moderadas e graves devem receber tratamento medicamentoso, orientado por um médico.

quinta-feira, 9 de julho de 2015

Entenda o que é Hérnia de Disco e como identificar seus sintomas

Os discos intervertebrais são estruturas com formato de anel, localizadas entre as vértebras que formam a coluna espinhal. Eles são constituídos por tecido cartilaginoso e elástico e têm como principal função evitar o atrito entre uma vértebra e outra, permitindo o movimento entre elas.
   A hérnia de disco acontece com o desgaste desses discos, decorrente do seu uso repetitivo. Quando esse transtorno ocorre, parte de um disco sai de sua posição normal e passa a comprimir as raízes dos nervos, causando pressão sobre elas e, consequentemente, dor.
   O desgaste pelo tempo é a principal causa da doença, mas há outros fatores que podem desencadear o problema, tais como: levantamento de peso excessivo e demais atividades que demandam grande esforço dos músculos das costas, movimentos de repetição no trabalho, acidentes ou injúrias (ainda que os dois últimos sejam casos mais raros). Há também evidências de que a genética possa estar associada a essa deformação.
   Ainda que na maioria dos casos o paciente sinta dores insuportáveis, sobretudo nas regiões lombar e cervical da coluna (na nuca), é possível ter hérnia de disco e não se dar conta disso.

Listamos a seguir os principais sintomas da doença:

- Prostração e sensação de formigamento;

- Sensação de fraqueza por causa dos músculos das costas prejudicados pela hérnia de disco.

   Procure um médico em caso dores fortes e persistentes nas costas, qualquer sensação de dormência, perda de movimento, fraqueza ou alterações de hábitos urinários e intestinais.

   O primeiro tratamento para a hérnia de disco é um período curto de repouso com medicamentos analgésicos, seguido por fisioterapia.
   Nas sessões, o paciente receberá orientações sobre posições e exercícios capazes de minimizar as dores, além de recomendações sobre como utilizar compressas quentes ou frias, tração, estímulos elétricos e imobilização temporária do pescoço e da parte inferior das costas.
   A maioria das pessoas que segue esses tratamentos se recupera e retorna a suas atividades normais. Alguns casos necessitam de outros tratamentos, como cirurgia e injeção de esteróides, mas são mais raros.


sexta-feira, 3 de julho de 2015

Teste do Pezinho: O que ele pode detectar na sua saúde

 Basta uma picadinha no calcanhar do neném, após as primeiras 48 horas de vida, para o diagnóstico de algumas doenças, o tratamento precoce adequado e evitar consequências graves no futuro. A amostra do teste do pezinho pode ser feita até o 5º dia de vida da criança.
  “Esse período de dois dias antes do exame é essencial para que o funcionamento do organismo do bebê se estabeleça e seja possível detectar certas doenças, principalmente a fenilcetonúria, que é diagnosticada após a digestão do leite materno ou da fórmula infantil”, explica a neonatologista Graziela Lopes del Bem. “Prematuros devem voltar ao hospital após 30 dias para uma nova etapa de exames”, diz Renato Kfouri, neonatologista e presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIM).
  A amostra de sangue é coletada do calcanhar do bebê porque a região tem boa irrigação sanguínea e gera menos dor.

  O exame básico é obrigatório e gratuito no Brasil desde 1992. Este teste permite detectar hipotireoidismo congênito, fibrose cística, anemia falciforme e demais hemoglobinopatias.
  Na rede privada, a maioria das maternidades oferece o teste ampliado que, na versão conhecida como Mais, detecta mais seis doenças, além das mencionadas na versão básica, como toxoplasmose congênita e hiperplasia adrenal congênita. Há ainda o teste Super, que é capaz de diagnosticar até 48 patologias.
  O resultado pode demorar até 30 dias e é fundamental que os pais se informem no hospital como devem fazer para obter o resultado. Caso haja alguma alteração, uma nova coleta deverá ser solicitada para confirmar o diagnóstico e iniciar o tratamento.

Conheça as patologias diagnosticáveis no Teste do Pezinho básico:

FENILCETONÚRIA - O acúmulo no organismo do aminoácido fenilalanina pode causar distúrbios cognitivos.

HIPOTIREOIDISMO CONGÊNITO - Decorrente da insuficiência do hormônio da tireoide. A falta de tiroxina pode causar retardo mental e comprometimento do desenvolvimento físico.

ANEMIA FALCIFORME E OUTRAS HEMOGLOBINOPATIAS - Alteração da hemoglobina que dificulta a circulação, podendo afetar quase todos os órgãos. Pode causar anemia, atraso no crescimento e dores e infecções generalizadas. É incurável.


FIBROSE CÍSTICA - Aumento da viscosidade das secreções, propiciando as infecções respiratórias e gastrointestinais. Atinge pulmões e pâncreas. É incurável.

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sexta-feira, 19 de junho de 2015

Você tem medo da ressonância? Conheça a cromoterapia!

A cromoterapia considera que todas as cores exercem diferentes efeitos sobre nossa saúde, psique e bem-estar. A universidade alemã de Munique, Ludwig-Maximilians, fez um teste envolvendo dezenas de pessoas, expondo-as a formas geométricas com cores específicas e formulando perguntas. Com base nas respostas, foi possível dizer, por exemplo, que a cor verde e a cor laranja estimulam a criatividade. Já o azul deixa as pessoas mais confortáveis e à vontade. A cor também pode ser usada pelo efeito calmante e relaxante, que pode até apaziguar a frequência cardíaca.
Sabe-se que muitas pessoas claustrofóbicas que têm medo de ambientes fechados, ficam tensas e preocupadas na hora de fazer um exame do tipo da ressonância magnética, mesmo que o aparelho seja aberto.

Com base nesse e em outros estudos, clínicas de diagnóstico estão usando o artifício para deixar seus pacientes mais calmos e serenos, na hora de realizar determinados exames. A ferramenta baseia-se na utilização de fibras óticas que mudam de cor durante o exame de ressonância. Este processo tem o objetivo de proporcionar conforto e relaxamento ao paciente. Pensando no conforto e bem-estar dos pacientes, a MedscanLagos também está fazendo uso da técnica. 

segunda-feira, 15 de junho de 2015

Câncer de mama no homem

Embora raro, o câncer de mama pode, sim, afetar os homens. Ele representa menos de 1% do total de casos de câncer de mama. A doença é diagnosticada com base em uma alteração na mama, geralmente notada pelo próprio paciente, já que não existe rastreamento de câncer de mama em homens.

Geralmente, os homens que desenvolvem câncer de mama têm caso(s) na família. Alguns deles são portadores de uma mutação genética que os predispõe ao câncer, uma mutação no gene denominado de BRCA2. Além desta, há outras mutações genéticas, também hereditárias, e que podem predispor ao câncer de mama, mas que são mais raras.

Outros fatores predisponentes são exposição à radiação e a idade (quanto mais velho, maior a incidência). Ginecomastia (mama aumentada em homens) é um possível fator de risco, embora isto não esteja totalmente confirmado.

Devido à falta de rastreamento, casos de câncer de mama em homens acabam sendo diagnosticados mais tarde que em mulheres. A média da idade do diagnóstico do câncer de mama nos EUA é de 67 anos de idade, contra 61 anos de idade entre as mulheres. Ainda pela falta de rastreamento, os casos em homens acabam sendo diagnosticados quando o tumor já está maior. Quando é notada uma alteração suspeita, o homem pode sim ser submetido a mamografia, ultrassonografia e biópsias.

Se analisarmos a chance de cura de um homem com câncer de mama comparada à mulher, observamos que elas são muito parecidas, se considerarmos as doenças no mesmo estágio de desenvolvimento.

Quando um homem nota um nódulo ou crescimento da mama, deve procurar um médico. Assim como nas mulheres, além do exame físico, será realizada mamografia e eventualmente ultrassonografia de mama. A mamografia pode identificar um nódulo ou microcalcificações suspeitas, embora estas sejam mais raras em tumores em homens que nas mulheres.


Assim como nas mulheres, o tratamento curativo do câncer de mama obrigatoriamente passa por um procedimento cirúrgico. Diferente das mulheres (nas quais se faz frequentemente uma cirurgia parcial da mama), nos homens quase sempre se faz a retirada completa da mama, a denominada mastectomia radical modificada.

Fonte: Câncer de mama | Sintomas e diagnóstico

terça-feira, 9 de junho de 2015

O que é osteoporose?

A osteoporose é definida como a perda acelerada de massa óssea, que ocorre durante o envelhecimento. A maioria dos pacientes é do sexo feminino. A doença afeta principalmente as mulheres que estão na fase pós-menopausa. Nelas, a fragilidade dos ossos é causada, dentre outras causas, pela ausência do hormônio feminino, o estrogênio. É uma causa comum de fraturas em idosos. Os principais fatores de risco de desenvolvimento dessa doença são:
- histórico familiar de osteoporose;
- vida sedentária;
- baixa ingestão de cálcio e/ou vitamina D;
- fumo ou bebida em excesso;
- doenças de base como artrite reumatoide, diabetes, leucemia e linfoma.
Sintomas e Diagnóstico
Além das fraturar nos ossos, a perda de massa óssea pode provocar os seguintes sintomas:
- dor crônica;
- deformidades;
- perda de qualidade de vida e/ou desenvolvimento de outras doenças;
O exame de referência para o diagnóstico da osteoporose é a densitometria óssea. A medida da massa óssea permite determinar o risco da paciente vir a ter fraturas, auxiliando a identificação da necessidade de tratamento. Também possibilita avaliar as mudanças na massa óssea com o tempo. O diagnóstico da osteoporose é realizado por meio da avaliação dos antecedentes pessoais da paciente, da avaliação da densidade da coluna lombar e do fêmur proximal, colo femoral e/ou fêmur total e antebraço, segundo os critérios propostos pela Organização Mundial da Saúde (OMS).
A prevenção da osteoporose é feita adotando-se hábitos saudáveis ao longo da vida. É preciso redobrar a atenção após a menopausa, já que a queda dos níveis do hormônio estrogênio acelera o processo de perda da densidade óssea, demandando maiores cuidados para prevenir a doença. Acredita-se que cerca de um terço das mulheres brasileiras na pós-menopausa desenvolvem a osteoporose. Apesar disso, 80% das mulheres em idade adulta no nosso país desconhecem a relação entre a menopausa e o aumento dos índices dessa doença, que pode causar fraturas e diminuir muito a qualidade de vida da paciente.
Como a osteoporose é frequentemente diagnosticada somente após a instalação da doença, considera-se que uma das melhores estratégias sejam as medidas preventivas que retardam ou evitam o desenvolvimento da doença. 
Dessa forma, é preciso estar informado. Um dos elementos fundamentais para garantir a saúde dos ossos é a prática regular de atividade física desde cedo, o que permite alcançar o pico de massa óssea. Exercícios como caminhada, atividades aeróbicas e também com carga contribuem para aumentar um pouco esse índice, que se mantém com a continuidade das atividades.

Tomar sol também é parte importante no processo de prevenção da doença. Os raios solares são necessários para a produção de vitamina D, substância fundamental na manutenção de um esqueleto saudável. A exposição à luz solar nos horários adequados – pela manhã e ao final da tarde – pode fazer a diferença na produção da vitamina, que também pode ser encontrada em alguns alimentos e suplementos vitamínicos. 
Fonte: Gineco | Saúde Feminina